Marketing Digital para Advogados

Marketing Jurídico Digital: O Guia Completo para o Advogado

Neste artigo, vamos apresentar as definições de Marketing Jurídico Digital, quais suas vantagens e como pode ser feito por Advogados.

Conheça tudo aquilo deve ser considerado pelo Advogado diante das limitações impostas pelo Código de Ética e Disciplina da OAB, e como é possível fazer publicidade nesse cenário.

Através deste conteúdo você poderá criar sua própria percepção de Marketing Jurídico Digital embasada em conceitos técnicos e práticos. 

Se você deseja avançar na conquista de novos clientes ou também transmitir autoridade nos meios digitais de forma ética, este material é para você!

1. O que é Marketing Jurídico Digital

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Primeiramente, é importante saber a diferença entre publicidade e marketing, e entender que sim, o Marketing Jurídico Digital é uma prática possível para a advocacia e que não vai infringir o Código de Ética da OAB se feita corretamente.

Por isso vamos à definição de Marketing segundo Philip Kotler, considerado por muitos, o pioneiro do marketing:

Marketing é a ciência e a arte de explorar, criar e entregar valor para satisfazer as necessidades de um mercado-alvo com lucro. Marketing identifica necessidades e desejos não realizados. Ele define, mede e quantifica o tamanho do mercado identificado e o potencial de lucro.”

Portanto, Marketing nada mais é do que um conjunto de estratégias que visam a satisfação do público a partir de suas necessidades e desejos.

Em contrapartida, a Publicidade é uma das ferramentas as quais o Marketing predispõe em construção de estratégias.

Podemos dizer então que o Marketing é a pizza e a publicidade é uma das fatias.

Enquanto às estratégias, estas, constroem todo o mapa de passos e guias do que deve ou não ser feito.

A princípio, desde criação de site, conteúdos para um blog, e-mail marketing, redes sociais, anúncios a outros.

Nesse sentido, o Marketing Jurídico Digital é uma extensão das estratégias que visam o contentamento da audiência.

Utilizando-se de ações digitais, em conformidade com o Código de Ética e Disciplina da OAB.

2. O que diz o Código de Ética e Disciplina da OAB e o Provimento 94/2000

O Capítulo IV do Código de Ética e Disciplina da OAB se volta completamente às práticas publicitárias permitidas para os advogados e aqui, ressaltamos o Artigo 28 em sua completude:

“Art. 28. O advogado pode anunciar os seus serviços profissionais, individual ou coletivamente, com discrição e moderação, para finalidade exclusivamente informativa, vedada a divulgação em conjunto com outra atividade. “

Então acabamos aqui com a informação equivocada e muito difundida de que advogado não pode fazer publicidade. Permite-se fazer anúncios, desde que seja de forma informativa, sem banalizar a profissão.

Um dos motivos pelo qual muitos advogados acreditam que é proibido fazer Marketing é pelo fato de não conhecerem a fundo os conceitos do mesmo.

Entretanto, o Código e o Provimento são muito claros quanto à algumas práticas que são vedadas à publicidade profissional.

Uma vez que estes vetos dizem respeito às ações diretas de captação, mercantilização da profissão ou quando relacionados a sobriedade obrigatória do advogado em todas as comunicações.

Em outras palavras, quanto às ações online, é vedada termos como “Ligue agora”, “Consulta grátis”, precificação e outras expressões que banalizem a classe profissional.

Além disso, essas expressões são as principais responsáveis por mercantilizar a profissão e são estritamente proibidas.

Já quanto à sobriedade nas comunicações, mesmo subjetivamente, atrela-se às cores usadas em peças como logotipo, placas do escritório, cartão de visita, sites e mais.

É comum buscar tonalidades mais escuras como azul-marinho ou até mesmo preto, mas não se limitando a estas. 

Em segundo lugar, não podemos deixar de falar sobre o provimento que dispõe sobre a publicidade, a propaganda e a informação da advocacia.

É este provimento que traz mais especificidade ao falar da publicidade na advocacia e ainda assim, é permitido, bem como está escrito:

“Art. 1°. É permitida a publicidade informativa do advogado e da sociedade de advogados, contanto que se limite a levar ao conhecimento do público em geral, ou da clientela, em particular, dados objetivos e verdadeiros a respeito dos serviços de advocacia que se propõe a prestar, observada as normas do Código de Ética e Disciplina e as deste Provimento.”

Publicidade informativa pode ser, por exemplo, a produção de artigos de caráter informativo voltados para explicações e dúvidas no que condizem assuntos jurídicos.

O Provimento cita inclusive a possibilidade de usar a internet como veículo de informação publicitária na advocacia, então não restam dúvidas que é possível sim usar a internet a favor do advogado.

3. Porque investir em Marketing Jurídico Digital

Se a expansão da carteira de clientes para o escritório de advocacia é uma prioridade, então o advogado deve considerar uma estratégia de Marketing Jurídico Digital

Não só hoje é possível tanto destacar um escritório de advocacia para clientes que já procuram por tais serviços na internet, como prospectar clientes que ainda nem estão procurando por um advogado, mas possuem o perfil de cliente desejado pelo escritório.

Sobretudo de forma online e ética!

O bom e velho networking também é Marketing? Sim, mas este é apenas uma das maneiras de manter uma rede de relacionamentos ativa.

Pois depender somente das relações interpessoais fora da internet para conseguir novos clientes, pode tornar o crescimento do escritório pouco previsível, limitado ou até mesmo estagnar o avanço do escritório.

Visto que até mesmo os processos estão migrando para os meios digitais, o network também pode ser online.

Se acaso não estiver convencido, listaremos alguns efeitos de um bom Marketing Jurídico Digital:

Ser reconhecido como autoridade

Primeiramente, as pessoas geralmente procuram por especialistas para resolver problemas específicos do cotidiano.

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Portanto, para solucionar questões que demandam apoio jurídico, espera-se do advogado, que ele entenda ou ao menos comunique que entenda profundamente do tipo do caso demandado pelo cliente.

Passar confiança é essencial durante o processo de contratação de um apoio jurídico, e os meios digitais podem ser um forte aliado para que o advogado comunique que realmente entende do assunto.

Posto que aquilo que sabemos com propriedade, geralmente conseguimos explicar muito bem, não é verdade?

Por isso registrar e divulgar seu conhecimento jurídico nos meios digitais (artigos, vídeos, etc) são uma ótima opção para transmitir segurança e gerar autoridade tanto para novas oportunidades como para o meio jurídico.

Novos clientes por indicação

Direito tem tudo a ver com relacionamento, mas muitos advogados, apesar de desempenharem um ótimo trabalho, deixam de receber indicações de seus clientes por simplesmente desaparecerem após a conclusão de uma demanda.

Então se o seu cliente não lembra mais de você, como ele poderá te indicar? Sendo assim, não é por acaso que o ditado “quem não é visto não é lembrado” ainda atravessa gerações.

O uso de boletins informativos por e-mail, constância nas redes sociais ou outras formas digitais de manter um relacionamento frequente com a base de contatos, são excelentes formas de estar sempre ativo com a rede de contatos, e assim receber novas indicações espontâneas.

Captação de clientes de forma permitida pela OAB

A princípio, a indicação é algo muito presente na advocacia.

Atualmente, é cada vez mais comum as pessoas buscarem por indicações de profissionais para o próprio Google.

Isto é, o cliente que tem pressa ou quer privacidade, busca por um advogado no Google, e ficar de fora do marketing de busca é deixar estas oportunidades entrarem em contato com outros escritórios ao invés do seu.

Através dos meios digitais, é possível não apenas destacar o escritório de advocacia para aquelas pessoas que buscam agora por seus serviços.

Bem como é possível atrair clientes em potencial através de conteúdos informativos.

Em contrapartida do marketing tradicional, o qual as empresas vão atrás de novos clientes, a advocacia pode explorar estratégias como o marketing de atração, permitido pela OAB.

Em princípio, este tipo de estratégia é baseada em marketing de conteúdo, que explora canais como mecanismos de busca, blogs e redes sociais para ser encontrado por novas oportunidades para o escritório de advocacia.

Então dado alguns dos motivos pelo qual o escritório de advocacia deve considerar o Marketing Jurídico Digital, vamos avançar e conhecer algumas das ações digitais para o advogado colocar em prática.

4. Estratégia de Marketing Jurídico Digital

Já compreendemos que é possível fazer no Marketing Jurídico Digital de acordo com o Código de Ética da OAB e o Provimento 94/2000. Mas afinal, como fazer Marketing Digital na advocacia?

Então pensando nas possibilidades, uma estratégia que casa muito bem com as recomendações da OAB, é a de Inbound Marketing.

Por fim, este é o famoso Marketing de Atração.

Em síntese, a ideia é inverter os papéis tradicionais e fazer com que o cliente busque ativamente pelo escritório.

Entretanto, nesse formato, pressupõe-se que o possível cliente é atraído inicialmente por uma informação, e não necessariamente irá contratar de imediato os serviços do escritório.

Sendo assim, é comum que aconteça uma série de contatos e envio de mais informações, até que o possível cliente tome a decisão de contratar o escritório.

Por isso, existem dois fatores importantes para serem considerados na hora de projetar o Inbound Marketing para o escritório de advocacia, que são:

Jornada do Cliente na advocacia

Muitos advogados acreditam que a jornada do cliente inicia no momento em que o cliente entra em contato com o escritório para iniciar um atendimento.

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Entretanto, esta talvez seja uma das últimas etapas na jornada do cliente rumo a contratação do escritório.

Existem potenciais clientes que sabem que precisam resolver uma determinada questão, mas isso ainda pode não ser uma prioridade para eles.

Então é natural que estas pessoas não estejam procurando por um advogado nesse momento. 

Apesar de já saberem que cedo ou tarde essa contratação será necessária, estas pessoas ainda não chegaram até a etapa de “decisão de compra” nesta jornada até a contratação do escritório.

Da mesma forma que existem pessoas que possuem um problema e nem sabem que possuem tal problema!

Possuem benefícios e direitos, mas ainda nem sabem disso.

Aqui concentra-se o maior número de oportunidades, porém, é a etapa mais distante até a decisão de compra.

Sendo assim, é a que exige maior esforço e tempo para transformar estes contatos em contratos.

Jornada do Cliente na Advocacia - Marketing Jurídico

Para um entendimento geral, as etapas da jornada de compra costumam ser demonstradas por um funil, geralmente com cerca de 4 etapas principais.

Explicaremos como cada uma funciona, da mais ampla à mais diminuta, respectivamente:

1️⃣ Aprendizado e descoberta: é a etapa mais abundante e mais complexa de se criar uma conexão, visto que a pessoa nem compreende que necessita de ajuda profissional até o dado momento.

2️⃣ Reconhecimento do problema: essa fase é onde o possível cliente já entendeu que pode ter um problema, levando-o a buscar sobre informações da situação na internet.

3️⃣ Consideração da solução: nessa etapa ele já sabe que precisa de um advogado, mas busca por um com o qual se identifique como pessoa e profissional, e que transmita segurança e experiência para resolver seu caso.

4️⃣ Decisão de compra: o cliente pode estar inclinado a fechar contigo e pode ser o momento em que o tratamento personalizado e apresentação de casos de sucesso sejam um diferencial. Desde a forma de falar ou como explicar a solução, fazem a diferença entre um contrato fechado ou não.

O trabalho em cada uma destas etapas depende de pontos de atração, o qual chamamos de Conteúdos.

Bem como a transição entre elas em direção a decisão de compra.

Marketing de Conteúdo para advogados

O Marketing de Conteúdo é todo aquele, feito com o objetivo de informar, educar e esclarecer pessoas interessadas.

Uma vez que estejam elas em busca de uma solução ou não.

Por isso o conteúdo existe em diversos formatos, eles criam pontos de contato que podem gerar a atração pela marca e/ou escritório.

Só para ilustrar, o conteúdo pode ser um ebook, e-mail marketing, artigos no site/blog, vídeos, áudios, entre outros.

O Marketing de Conteúdo então se torna o combustível do Inbound Marketing!

Mas para extrair o máximo de seu potencial, é importante observar dois fatores: mídias pagas/orgânicas e SEO.

Mídia Paga e Mídia Orgânica

Já que falamos sobre o Conteúdo, é importante citar as opções de mídias para atrair o público para tais conteúdos.

Por isso é fundamental diferenciar a mídia paga da orgânica.

Obviamente, a mídia paga é aquela que precisamos pagar.

É uma forma de atrair o público através dos canais digitais por meio de anúncios patrocinados.

As opções mais utilizadas no meio jurídico são: Google Ads, Facebook Ads, Linkedin Ads e outros.

Por outro lado, a mídia orgânica não necessita de dinheiro para se explorar. Sendo o significado de “Orgânico” neste caso, remete à algo “natural”.

Seu resultado é mais demorado e o conteúdo da mídia deve ser estrategicamente pensado para que efetivamente gere resultado.

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Umas das técnicas orgânicas recomendadas para advogados é a utilização de SEO na construção de conteúdo relevante no site do escritório.

SEO

O SEO (Search Engine Optmization) é um conjunto de técnicas e boas práticas que visam otimizar um site/página para os mecanismos de busca. 

Marketing Jurídico Digital - Busca do Google

As otimizações podem ser feitas dentro e fora de seu site, sendo que o esforço consiste em conquistar gradativamente melhores posições para o escritório nos resultados de busca.

Para isso é importante garantir uma boa experiência do usuário no seu site, códigos bem estruturados, velocidade no carregamento das páginas, compatibilidade com dispositivos móveis.

Mas uma das principais ações são feitas nos próprios conteúdos/artigos do site.

Utilização de palavras-chave bem escolhidas, links estratégicos entre os conteúdos, textos que oferecem uma boa legibilidade e outros fatores são essenciais no SEO. 

Hoje em dia são mais de duzentos fatores para considerar neste processo de otimização. Porém, observar estes itens, seguramente farão toda a diferença para conquistar melhores posições no Google de forma orgânica.

Frisamos que estar na primeira página do Google – a maior vitrine do mundo atual – é aparecer para a pessoa certa e no momento certo.

É destacar o escritório de advocacia para as pessoas que estão procurando exatamente pelos serviços do advogado.

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Visto isso, podemos considerar os conceitos até o momento, como os primeiros passos no Marketing Jurídico Digital, que usaremos para atrair, converter e encantar novos clientes.

5. Os melhores canais de publicidade para o advogado

Site Institucional e Blog

Ao contrário das redes sociais, o site é o seu terreno próprio na internet, sem limitações de layout, formatos ou recursos. O site institucional demonstra credibilidade, oferece recursos exclusivos e uma comunicação personalizada para o advogado.

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O site institucional é uma extensão do escritório de advocacia na internet e merece atenção!

Visto que é um ambiente muito adequado para comunicar sobre as conquistas profissionais, as áreas de atuação, artigos jurídicos, formas de contactar o escritório, e tudo isso de forma personalizada, sem as limitações de recursos ou visual impostas em cada rede social.

O blog talvez seja um dos principais influenciadores no sucesso de um site para advogado.

Ele é a central de conteúdos junto ao site, permitindo a atração de novas oportunidades através da produção de conteúdos para o seu perfil de cliente.

A criação de conteúdos para o blog deve considerar estratégias como SEO e até mesmo anúncios pagos para melhores resultados.

A produção de conteúdos junto ao blog é umas das opções mais econômicas quando o assunto é marketing para advogados. Considerando é claro que a redação dos textos seja feita pelo próprio advogado ou alguém de sua equipe.

E-mail Marketing

Dependendo do seu perfil de cliente, o e-mail marketing é um ponto de contato muito importante para manter um relacionamento constante com seus clientes atuais, parceiros e potencias clientes através dos meios digitais.

O uso adequado do e-mail marketing pode ser uma ótima opção para sempre estar no radar do cliente e garantir novas indicações espontâneas para o escritório.

Sendo uma ferramenta de contato – conforme solicitado ou consentido por cada destinatário -, o e-mail marketing permite o envio de e-mails em massa.

Nesse sentido, os conteúdos destes e-mails devem ser institucionais, informativos ou educativos, e nunca com intenção mercantilista.

O envio de boletins informativos por e-mail é uma boa opção para advogados que buscam automatizar e manter um relacionamento ativo com sua base de contatos.

Posto que é possível segmentar os e-mails em listas específicas, nutrindo os contatos com conteúdos que sejam relevantes para cada tipo de perfil de contato.

Redes Sociais

Enquanto isso, as redes sociais também são uma excelente fonte de visibilidade.

Uma vez que ali passam quase que diariamente a maioria dos potenciais novos clientes para o escritório.

Assim, estas mídias são ótimos meios de promover seus conteúdos, atrair novas oportunidades, construir autoridade no meio digital e cultivar uma rede de pessoas que têm interesse no que o advogado tem a dizer. 

E o objetivo da criação das redes sociais é esta: a comunicação entre todos. Logo, elas devem ser consideradas para comunicar a atuação do advogado. 

É importante observar qual rede social se adequa para cada perfil de cliente. Se o escritório atua com empresas, uma rede social que merece atenção é o Linkedin.

Ou se a atuação do advogado é com pessoas de mais idade, talvez o Facebook e WhatsApp ainda sejam os canais mais eficientes para este público. 

Anteriormente ao embarque na próxima “rede social do momento”, é importante avaliar previamente se o perfil de cliente desejado é ativo na respectiva rede social.

As redes sociais sem dúvidas somam na comunicação do escritório de advocacia, mas é arriscado ter toda a presença digital do escritório apenas em redes sociais.

Visto que, em tempos de constante mudança, elas são instáveis e voláteis.

Em contraste com o site institucional (seu terreno próprio na internet), não se esqueça que nas redes sociais estamos construindo em um “terreno emprestado temporariamente”, que pode deixar de existir a qualquer momento.

Só para exemplificar, você é da época do finado ORKUT? A rede social número um hoje, pode ser só história amanhã, e com ela se vai todo seu conteúdo e esforço.

Por isso, aproveite sim as redes sociais que mais fazem sentido para o seu perfil de cliente, mas não deposite todo seu conteúdo, tempo, energia e dinheiro em apenas uma rede social.

Nesse meio tempo, use-a ela para somar em sua presença digital. Utilize as redes sociais como apoio para sua estratégia de marketing jurídico.

YouTube

O YouTube também pode ser considerado uma rede social, mas acreditamos que ele merece um destaque especial neste material.

Assim como seu irmão mais velho (Google), o YouTube ainda é o segundo site mais acessado no Brasil.

Sobretudo utilizam o Youtube como caixa de soluções. Já que é ali onde as pessoas buscam mais informações sobre problemas específicos e como resolvê-los.

Sim, a busca por questões que envolvem direitos, benefícios e a atuação do advogado não ficariam de fora!

Criar conteúdos em vídeo é uma ótima ideia, visto que houve um aumento no consumo de conteúdo neste formato.

Eventualmente, tal mudança, criou um importante aliado para a criação de conteúdos informativos.

Portanto, lembre-se que ao criar conteúdos em vídeo, o Youtube não os restringe, podendo se utilizar em diversas redes sociais que suportem este tipo de mídia e até mesmo incorporados junto ao site do escritório.

Porém, recomenda-se particularmente o Youtube para conteúdos em vídeo, pois além das questões já citadas até aqui, algumas buscas feitas no Google, já mostram conteúdos do YouTube nos resultados de pesquisa.

Isso reforça ainda mais o potencial de criar conteúdos em vídeo nesta plataforma, que aliados com estratégias de SEO, aumentam a visibilidade e oportunidades para o escritório de advocacia através dos meios digitais. 

6. Como criar um Plano de Marketing Jurídico Digital


Então agora que temos uma visão geral de alguns dos conceitos básicos e possibilidades para trabalhar com o marketing digital na advocacia, por onde o advogado deve começar?

Diante de tantas possibilidades, é preciso saber filtrar e focar.

Nesse sentido, o advogado precisa se perguntar qual o seu objetivo com o Marketing Jurídico Digital.

A prioridade é expandir a carteira de clientes? Te reconhecerem como uma autoridade em alguma área do direito? Melhorar o relacionamento com os clientes atuais?

Considere também engajar a equipe do escritório com o projeto, pois serão muitas etapas a seguir, conteúdos a produzir, tempo disponível para absorver as novas demandas.

Ou seja, o plano de marketing jurídico deve ser compatível com a realidade e possibilidades de cada escritório. 

Afinal, ter um objetivo muito claro é fundamental para poder decidir o que pode e deve ser feito em cada etapa, e é aí que entra o Plano de Marketing Jurídico Digital.

Por isso, acompanhe os pontos a seguir para montar um planejamento de Marketing ideal para o escritório de advocacia:

Defina os objetivos

Definido os objetivos, é necessário listar as metas base para a realização do mesmo e suas complexidades, de acordo com um prazo conciliável.

Salientamos que os objetivos devem ser específicos, atingíveis e mensuráveis para que todos que se envolveram, compreendam – nada muito complexo ou muito fácil, relevante para seu negócio e temporal.

Determine os indicadores

Posteriormente, busque o que é preciso mensurar para declarar sucesso ou não.

Chamados de KPI’s (Key Performance Indicators) ou indicadores chave de performance, eles trazem os dados que são relevantes para o seu objetivo.

Se uma das metas é dobrar o número de clientes em 12 meses, então um KPI compatível com este objetivo pode ser o número de pessoas que entram em contato com o escritório através dos meios digitais em relação a quantos clientes de fato avançaram para um contrato com o escritório. 

Ou seja, o indicador dá clareza sobre o seu desempenho atual e ajuda a tomar decisões para garantir que se atinja o objetivo.

Por exemplo, se em média o escritório recebe 25 contatos em um mês e destes consegue 5 novos clientes, presume-se que com 50 contatos, o esperado seria o fechamento de 10 novos clientes.

Por fim, um indicador que pode ser observado e perseguido é o número de novas oportunidades geradas pelo marketing. 

Caso a meta de contatos seja atingida, mas o numero de novos contratos não foi concretizada, pode ser observado se algo deve ser ajustado na abordagem junto ao cliente ou também a qualidade dos contados gerados pelo marketing. 

Acompanhar e analisar os indicadores é necessário para ajustar gradativamente as estratégias rumo ao objetivo a ser alcançado e não perder o foco do projeto.

Documente suas personas

É importante não confundir persona com público-alvo. Enquanto público-alvo é algo amplo e genérico, como, por exemplo, pequenas e médias empresas, a persona é algo muito mais específico. 

A persona é a personificação do seu cliente ideal, e ter isso documentado é muito importante para garantir uma comunicação mais assertiva em sua estratégia de marketing.

Um exemplo simplificado de persona neste caso, poderia ser: Lunas Neves Amorin, empresário, 45 anos, casado, pai de dois filhos, usa iPhone, tem uma rotina estressante, pouco tempo para a família, mais de 20 funcionários, uma infinidade de incêndios para apagar em sua empresa todos os dias e ainda nem sabe o quanto poderia economizar com questões trabalhistas e tributárias se tivesse um apoio jurídico.

Consegue perceber a diferença entre persona e público alvo? Ter em detalhes as possíveis características do cliente ideal, com suas dores e problemas identificados, permite que a comunicação do escritório se conecte de forma muito mais eficiente com o perfil de cliente desejado.

Mapear dores, dúvidas e até mesmo hobbies do cliente ideal, pode lhe nortear sobre os melhores conteúdos a se explorar.

Isto também é importante para identificar o que o advogado pode oferecer para cada persona, e qual característica do seu trabalho a persona mais percebe valor.

Ter as personas devidamente documentadas, auxilia também a identificar se uma nova oportunidade que chega até o escritório é ideal ou não, conforme ele se pareça com a persona previamente documentada. 

Avalie

Rever os passos, indicadores e estratégias é sempre importante. Relembrar os objetivos, atualizá-los, apontar falhas e melhorar, são todos, pontos cruciais para um posicionamento estratégico do escritório de advocacia nos meios digitais.

Refazer os passos, pode lhe proporcionar novos olhares e novas soluções sobre problemas ou até mesmo definir outros objetivos e metas.

7. Ferramentas de Marketing Jurídico Digital

A partir das informações anteriores, sugerimos a seguir o uso de algumas ferramentas que auxiliam muito na execução das atividades de Marketing Jurídico. Algumas opções que merecem destaque:

Search Engine Optimization (SEO)

Já sabemos que o SEO é essencial para um bom posicionamento no Google, mas como fazer isso na prática?

Algumas das ferramentas que podem ajudar a monitorar e otimizar os mais de duzentos critérios observados pelo Google, são:

Gerenciamento de oportunidades

Tão importante quanto o Marketing gerar novas oportunidades, é a passagem de bastão deste contato para o time comercial.

Muitas oportunidades são desperdiçadas por não haver um processo comercial básico dentro do escritório de advocacia ou ao menos um sistema para gerir as oportunidades que chegam até o advogado ou contatos por ventura, oriundos de prospecção ou indicação.

A gestão destes contatos e oportunidades de negócios, envolve processos e etapas que precisam ser seguidas para uma maior eficiência na condução de cada contato em direção a contratação dos serviços do escritório.

Ter um CRM (Client Relationship Management), um sistema que realiza a “Gestão de relacionamento com o cliente”, otimiza o fechamento de novas oportunidades.

Além de proporcionar um melhor controle da carteira de clientes atuais e as atividades relacionadas com cada cliente.  

Algumas ferramentas indicadas neste sentido:

Automação de Marketing

Para reduzir trabalhos manuais e otimizar os trabalhos com Marketing Digital, podemos usar a tecnologia para automatizar muitas das ações de marketing. Ferramentas de Automação de Marketing são muito utilizadas para relacionar e avançar os contatos de forma automatizada até a etapa de contratação de um advogado.

Algumas das ferramentas mais relevantes neste sentido são: 

Gerenciamento de redes sociais

Já pensou em agendar posts para Instagram, Facebook, Linkedin, Youtube, Twitter, fazer impulsionamentos, gerar relatórios, e tudo isso em um único lugar?

Sim, isso é possível! Para gerenciar várias redes sociais simultaneamente e de forma prática, existem plataformas que oferecem diversas facilidades e funcionalidades em um único lugar.

Desde agendamento e impulsionamentos de posts, área de criação de conteúdos e acompanhamento das métricas. 

Ente diversas opções para este propósito, destacamos:

8. Cursos de Marketing Jurídico Digital

Mesmo com todos esses conceitos e informações, sabemos o quão difícil é iniciar o Marketing Digital com conhecimentos superficiais sobre estes assuntos.

Para conseguir ter um bom desempenho na área, listamos alguns cursos que certamente podem proporcionar melhores resultados para suas ações de marketing jurídico.

Já para quem busca por materiais mais focados, também temos alguns ebooks com conteúdos específicos como:

9. Dicas de Marketing Jurídico Digital

Diante de todas as informações apresentadas até este momento, precisamos compartilhar ainda algumas dicas sobre a prática do Marketing Jurídico Digital.

Sabemos que é um grande desafio conseguir conciliar as estratégias e planejamento com a parte operacional e demandas pertinentes do exercício da profissão. Por isso separamos a seguir, alguns itens que merecem sua atenção!

Fuja das métricas de vaidade

As métricas de vaidade são aquelas cujas informações nada auxiliam na tomada de decisão ou nada acrescentam nos resultados do escritório. Algumas bem conhecidas são os números de curtidas ou seguidores em redes sociais, por exemplo.

Elas não devem ser ignoradas, mas também é um erro muito comum ter tais métricas associadas a algum tipo de indicador de sucesso.

Boas métricas a serem seguidas são estas: 

  • ROI (Return Over Investiment): fator ligado à lucratividade da estratégia, é comum utilizar sua fórmula para verificar o retorno de valores sobre o seu investimento.

ROI = (retorno – custo do investimento) / custo do investimento

  • CAC (Custo de Aquisição de Cliente): divisão entre o valor investido diretamente no marketing pelo número de clientes. Cálculo ideal para entender o quanto é necessário investir para se obter um novo cliente.

Frisamos que existem muitas outras métricas para serem estudadas, mas é importante ater-se nestas como o princípio das suas estratégias.

Porque elas são a base para revelar se o investimento em Marketing Jurídico Digital está sendo um bom ou mau negócio.

Busque construir um conteúdo relevante

Construa uma comunicação centrada no seu objetivo de marketing. Caso o seu perfil de cliente não seja outros advogados, considere comunicar de forma mais acessível.

Um pouco menos técnica, evitando o “juridiquês”, mas sem perder a sobriedade.

A verdade é que se o advogado não consegue comunicar sobre a sua atuação de uma forma clara e didática para o cliente, para ele, pouco vale a coleção de títulos e especializações do advogado. 

Considere produzir conteúdos sempre pensando no seu perfil de cliente ideal.

Providencie uma identidade visual padronizada e elegante

Desde o logotipo até o site e os conteúdos em redes sociais, uma identidade visual consonante dá um estilo único para o advogado.

A elegância e o cuidado para com estes pontos, podem comunicar qualidade, autoridade e causar demais boas impressões. Por outro lado, o desleixo em sua apresentação digital podem ser prejudiciais para a sua imagem profissional.

Então temos duas hipóteses: o escritório de advocacia já tem uma identidade visual ou não.

Para quem já tem, verifique se existe um padrão em seus materiais e se ele faz jus ao seu estilo.

Enquanto quem não tem, o melhor é pesquisar sobre logotipo e identidade para advogados e buscar um profissional que lhe ajude a identificar cores, símbolos, criação de site, e outros elementos visuais de sua comunicação.

Seja ativo, atrativo e constante nos meios digitais

Ser parte de uma comunidade e contribuir com informações úteis para o público é fazer a publicidade informativa que é permitida ao advogado.

Ter uma constância na produção de conteúdos nos meios digitais, reforça a especialidade do advogado e que ele está disponível prestar seus serviços nestas áreas. 

Muitas demandas no escritório e uma rotina corrida podem fazer com que os advogados fiquem longos períodos sem criar conteúdos nos meios digitais.

Essa inconstância pode comunicar que o escritório passa por instabilidades e em alguns casos como redes sociais abandonadas, pode até causar a impressão que o escritório encerrou as atividades.

Por isso é importante levar a sério a comunicação digital do escritório, transmitindo de forma clara que o advogado realmente sabe o que quer, tem foco, organização, compromisso com seus projetos e está disponível para novas oportunidades.

Apenas reforçando que sanar dúvida online não é e não pode ser uma consulta. Expressões como “Ligue Agora”, “Consulta Grátis” são vedadas e banalizam a profissão. Nunca esqueça que a postura ética é indispensável.

Mantenha bons relacionamentos

Uma expressão muito conhecida entre vendedores é que as pessoas compram primeiro você, antes de comprar o que você vende. 

Na advocacia, além de um profissional competente, o cliente busca um por alguém que tenha empatia pelo seu caso e que apresente compatibilidade com seus valores pessoais. 

Cultivar bons relacionamento não garante uma previsibilidade de novos clientes por indicação, mas certamente é uma ótima fonte de clientes que também merece dedicação.

10. Consideração Final

Alguns escritórios de advocacia optam por contratar profissionais de marketing internamente, outros preferem terceirizar com agências especializadas e há ainda aqueles que fazem o marketing por conta própria.

Independente de qual seja a sua opção neste sentido, criamos este conteúdo pensando em você! Se este material foi de alguma ajuda ou se ainda restam dúvidas sobre o assunto, compartilhe conosco!

  • Escrito por
  • Vitor Garcia
  • Especialista em Marketing Jurídico Digital

Sobre o autor

Graduado em Tecnologia em Produção Multimídia. Atuou como professor de Design pelo SENAC-MS e é consultor de Inovação e Marketing Digital pelo mesmo. Paralelamente, auxiliou empresas de diversos segmentos e localidades a expandirem através dos meios digitais. Certificado pelo Google, foca atualmente em auxiliar Advogados a vencerem a concorrência através do Marketing Jurídico Digital.